sábado, setembro 09, 2006

Lanterna Botany



Aparentemente é mais um item vendido na loja Tok&Stok, como tantos outros bons produtos, mas que muitas vezes passa despercebido. Quem tem um quintal, um jardim, uma área boa em casa, ou até mesmo dentro de casa, pode dar uma olhadinha nesta luminária. Podem ser penduradas em lugares estratégicos ou colocadas no chão. Você pode até fazer um caminho com elas.
A base de baixo pode ser retirada e seu encaixe é fácil. E ainda tem um pino ( como um prego ao contrário ) para você fixar a vela. Pode ventar, garoar, etc., que a vela não apaga.
A manutenção dela é fácil e não enferruja. Pode passar esponja de aço, raspar com uma faca a vela que grudou, etc., pois é feita de zinco.


Dica 1 - Depois de acender a vela, coloque um pouco de água no fundo, para a parafina derretida não grudar.

Dica 2 - Depois de acender a vela, deixe a base com vidro apoiada, mas não encaixada. A vela vai queimar o oxigenio dentro e só então vai ganhar força. Se você acender a vela e em seguida colocar o encaixe, a vela vai apagar. Só apoie, deixando um arzinho entrar em baixo, na base.
Para a vela queimar melhor o pavio, incline levemente a luminária para um dos lados, deixando escorrer um pouco a parafina derretida.


Dica 3 - Na loja, é vendido separadamente, pacotes de velas que podem ( e devem ) ser usadas para ela, Tem uma média de 12 velas grossas por pacote e em dois tamanhos. Não lembro exatamente as medidas, mas é uma com 6 ou 8 cm de altura e a outra com 10 ou 12 cm de altura.
Não coloque velas comuns ( aquelas normais e finas que usamos em casa ) porque não fica legal. E nem vai dar para encaixar no pino ( preguinho interno ).
Se você não quiser comprar as velas da loja, tente encontrar produtos
semelhantes.

quinta-feira, setembro 07, 2006

Chef Laurent Suaudeau



Quando converso com amigos sobre cultura, falam que reclamo demais. Museus são fechados por falta de pagamento na conta de luz, etc. Ministros são eleitos e não fazem nada. Na realidade não estão preocupados com nossa cultura, nosso país e nossas qualidades. Estão preocupados com eles mesmos: soberba e poder.
Em uma reportagem de Veja, o chef
Laurent Suaudeau, ao encontrar com Lula, comentou que gostaria muito de servir na cozinha do palácio. Lula respondeu que não precisava. Pois ele mesmo matava, cozinhava e comia a sua caça em casa.

Se você tiver um pouco de paciência, leia a matéria da Folha OnLine, de 07.09.2006, onde segundo consta, não existem provas concretas. Mas já estamos ficando tão acostumados com tudo isso, que fico na dúvida. Será?

PS: Na foto acima, dois bons exemplos de como ficamos. Eu aqui escrevendo e você aí lendo. Até quando?

07/09/2006 - 10h47
Promotoria apreende documentos em museus


da Folha de S.Paulo

Uma operação do Ministério Público Estadual apreendeu ontem documentos, notas fiscais, contratos, cheques e registros contábeis, entre outros papéis, na sede do MIS (Museu da Imagem e do Som) e do Museu da Casa Brasileira, ambos do governo do Estado.

A Promotoria acusa as duas associações que os administram de desvio de recursos, superfaturamento, obtenção de vantagens indevidas e uso irregular do espaço público.

A operação foi autorizada pela 5ª Vara da Fazenda Pública na noite de anteontem. O Ministério Público havia entrado na Justiça, na segunda-feira, com uma ação cautelar de busca e apreensão. A intenção foi colher provas para subsidiar uma ação cível contra as associações, que ainda não tem data para ser apresentada à Justiça.

A investigação foi baseada em um depoimento de uma monitora do Museu da Casa Brasileira, também ex-funcionária do MIS, dado à Promotoria em maio. Segundo ela, a Associação dos Amigos do Museu da Imagem e do Som e a Associação dos Amigos do Museu da Casa Brasileira alugavam os museus para eventos e não repassavam os recursos obtidos para a Secretaria Estadual da Cultura. Ela disse ter denunciado o caso à pasta em outubro de 2005 e começado a sofrer represálias. A Folha não conseguiu falar com ela ontem.

O dinheiro, ainda conforme o depoimento, ia para as associações. O promotor Silvio Marques estima que deixaram de ser repassados aos cofres públicos cerca de R$ 500 mil por ano, "no mínimo". As entidades são conveniadas desde março de 2006 pelo Estado para gerir os museus, embora os administre desde 1993. Ambas têm sede nos respectivos museus, localizados no Jardim Europa (zona sul).

Para a Promotoria, as provas indicam que "algumas autoridades da Secretaria Estadual da Cultura e administradores do MIS e do MCB praticaram irregularidades administrativas" e podem ser responsabilizados cível ou criminalmente.

Outro lado

Os museus e o Estado negam as irregularidades. Roberto Loeb, da Associação de Amigos do Museu da Casa Brasileira, disse que ainda não está acompanhando o caso. "Mas quanto à locação dos espaços, isso sempre é feito com critérios e com o consentimento do Estado."

O MIS informou que não se pronunciaria enquanto o processo estiver na Justiça.

Em nota, o secretário de Cultura, João Batista de Andrade, disse que "apurações preliminares" não indicam irregularidades, mas que analisará as alegações da Promotoria.

Bernardaud







Bernardaud é outra porcelana sofisticada, com design, qualidade e outras denominações. É claro que seu preço é um pouco alto. Aqui por causa da importação. Na França nem tanto. Digo nem tanto. Mas em lojas daqui, um jogo de 6 xícaras como a da entrada do site, custam em média 2.700,00 reais. Na Europa custam metade do preço ou até menos nas promoções.
Mas... o que é bom, de qualidade e bonito, que não custa caro? Capitalismo é assim.

Estas duas peças acima, da linha Lithophanies ( luminárias com velas ), são do tamanho de uma xícara de chá. Na realidade são brancas, na cor original do material da porcelana. Quase opacas e bem finas. As velas acesas fazem com que fiquem nesta cor amarelada. A base principal pode ser retirada para a colocação da vela. Os temas são em relêvo e alguns deles, um pouco duvidosos. Mas não tiram o brilho, a alta qualidade e o bom gosto da Bernardaud.
Temos apenas 500 anos. Quem sabe daqui mais 500, a gente possa fabricar porcelanas assim no Brasil?

Em inglês, francês e italiano.

sábado, setembro 02, 2006

Royal Copenhagen



Não dá para falar de porcelana sem mencionar a Royal Copenhagen. São mais de dois séculos de história, tradição, valores, cultura, etc. As linhas mais conhecidas são basicamente três: Flora Danica, de 1790 ( serviço de mesa encomendado pelo príncipe Frederico, mais tarde rei Frederico VI ) como presente para a Czarina Catarina II, da Rússia, tendo como tema a flora dinamarquesa. O Blue Fluted, de 1775 ( inspirada na porcelana chinesa floral em azul cobalto ) com desenhos de um crisântemo estilizado e produzida até hoje. E o Blue Flower, baseada nas decorações florais, bem comuns no século XVIII. Foi uma maneira de se afastar da influência dos originais chineses e criar um estilo próprio.
Mas apesar de toda esta qualidade e história, a Royal Copenhagen ainda inova. Vários designers, como no caso de
Monica Ritterband, contribuem com novos produtos. Diferente do que vemos aqui. A mesma coisa de sempre. Blá, Blá, Blá...
Um outro detalhe muito importante é que as peças ainda são pintadas à mão. Você pode baixar o vídeo clicando aqui. Pessoalmente prefiro os desenhos da Blue Fluted.